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Na prática, como ficarão as aposentadorias com a Reforma da Previdência

Após a equipe econômica do Presidente Jair Messias Bolsonaro entrar em contradição sobre a reforma da Previdência, a redação do Aposentadoria Notícia acha por bem alertar seus leitores para que entendam como as coisas ficarão, quer seja aposentado, quer não.

Bolsonaro quer uma reforma por etapas, aos poucos, dentro do que for possível através de uma emenda constitucional. Quer que a idade mínima para a concessão das aposentadorias seja de 62 e 57 anos, para homem e mulher, respectivamente, mantendo a diferença de 05 anos.
 
Quer, ainda, começar pelos grandes, pela previdência do serviço público atacando os privilégios. Iniciativa que nenhum outro governo sequer ousou em mexer, diga-se de passagem!
 
Uma reforma fatiada terá mais chances para ser aprovadas pelo Congresso, sendo consequentemente menos impopular e traumática para a população.
 
Tudo isso para salvar a Previdência que não suportará conviver um ou dois anos mais com esse rombo.
 
Temos um sério déficit bilionário com consequências econômicas catastróficas, que se não reparadas a tempo e modo, mergulhará  o Brasil numa recessão sem precedentes – atingindo todos os setores da economia.
 
Mas, caso não seja aposentado, como você deve proceder com a iminente reforma da Previdência? Deve se aposentar agora, antes da reforma, ou aguardar a reforma ser aprovada pelo Congresso?
 
Muitos segurados não sabem, mas podem fazer um estudo para saber o que será melhor financeiramente para cada um, mesmo sem saber ao certo o que virá nesta reforma.
 
Dá-se para ter uma boa idéia através das contribuições, do tempo de contribuição, da idade, do teto do INSS, e das atuais regras de aposentação, o que será melhor economicamente para o segurado-trabalhador.
 
E assim, dá para escolher como se aposentar melhor!
 
Agora caso seja aposentado, como pode tirar proveito das reformas que estão por vir?
 
Existe hoje uma possibilidade de aumentar o valor das aposentadorias para aqueles que se aposentaram após Novembro de 1999, a chamada ‘Revisão das Contribuições da Vida Toda’.
 
Isto porque o INSS computa tão somente as 80% das maiores  contribuições de Julho de 1994, até a data da entrada do requerimento – DER, desprezando o que a atual lei fala sobre computar e lançar todas as contribuições de toda a vida do trabalhador.
 
A Previdência despreza as regras definitivas sobre como se deve calcular as aposentadorias e invalida a legislação que garante o poder de escolha do benefício mais vantajoso ao segurado.
 
Em resumo:
 
O INSS faz errado, enriquece ilicitamente às custas do trabalhador, e dá um enorme prejuízo de no mínimo 50% no valor que deveria ser na aposentadoria do inativo do INSS.
 
Com tudo isso, avistando no horizonte o julgamento do STJ que vai tratar dessa matéria nos próximos dias, poderá beneficiar somente àqueles que tiverem entrado com as ações.
 
Somando-se a isso, temos também a reforma da Previdência para os próximos dias, o rombo e o déficit da Previdência que precisa ser urgentemente estancado.
 
Conclui-se, que, mesmo que os [milhões] aposentados tenham direito à esta revisão, que possam mudar suas vidas e de seus familiares, dobrando suas rendas e receber as diferenças e os atrasados dos últimos 05 anos, estes poderão não usufruir de uma aposentadoria por inação.
 
Ou seja, a simples falta de ação, por não ingressar com as medidas necessárias para correr atrás dos seus direitos pra ontem poderão prejudicá-los!
 
É muito comum o STF vir a modular os efeitos dessa revisão para somente àqueles que se “garantiram” e já ingressaram com esta revisão – Revisão das Contribuições da Vida Toda.
 
As finanças do governo, da Previdência não estão nada bem. Mas  você pode tirar grande proveito disso e garantir seus direitos para ontem.
 
Já checou como está sua situação?
Publicado em:Últimas Notícias