Menu fechado

QUAL A MELHOR APOSENTADORIA: TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO OU IDADE?

É normal ter dúvida sobre qual tipo de aposentadoria escolher e saber qual será a melhor opção.

Um especialista em previdência poderá ajudar na escolha e/ou lhe dizer que vale a pena esperar um pouco e se aposentar por idade ou por tempo de contribuição.

Vamos definir aqui as diferenças entre a aposentadoria por idade e por tempo de contribuição e mostrar quais os benefícios e os contras de cada uma. E assim, simultaneamente, destacaremos quais as mudanças vieram depois da Emenda Constitucional nº 103, que altera o sistema de previdência social e estabelece regras de transição e disposições transitórias.

APOSENTADORIA POR IDADE

ANTES EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 103

A Aposentadoria por Idade é que antes da reforma era concedida para os segurados do INSS com pelo menos 60 anos (mulheres) e 65 (homens). Tanto o homem como a mulher precisavam ter no mínimo 180 contribuições mensais, e não 15 anos de tempo de contribuição, para ter direito ao benefício.

A aposentadoria por idade é a mais vantajosa para quem começou a contribuir mais tarde para o INSS. Geralmente, quem começou a trabalhar muito jovem tem aposentadoria mais vantajosa. Para saber busque orientação de um especialista e entenda o seu histórico!

IMPORTANTE

Essas regras são válidas para quem começou a contribuir para o INSS e reuniu os requisitos necessários antes de 13 de novembro, início da vigência da Reforma da Previdência.

DEPOIS DA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 103

A aposentadoria por idade sofreu alterações significativas. E uma delas é o aumento do tempo de contribuição dos homens: será necessário cumprir 20 anos de tempo de contribuição. Para os homens se aposentarem com a Reforma eles vão precisar de 65 anos de idade e 20 anos de tempo de contribuição.

Em relação ao requisito da idade das mulheres: passou para 62 anos de idade. Para elas se aposentar por idade também é necessário 15 anos de tempo de contribuição com a reforma da previdência.

Essas regras são válidas para quem começou a contribuir depois da Reforma da Previdência. A previdência é bem complexa, por isso frisamos que ter um especialista próximo ajudará a solucionar muitos problemas e com mais segurança.

APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO

Para não correr o risco de esperar pela Aposentadoria por Idade e não receber nada a mais é preciso entender a aposentadoria por tempo de contribuição. Esse benefício tem algumas características próprias e pode dar o mesmo valor, um pouco menos ou muito menos que a Aposentadoria por Idade. Então para saber melhor o profissional especializado poderá lhe ajudar a esclarecer.

Existem pelo menos 3 formas de Aposentadoria por Tempo de Contribuição, que com a Emenda Constitucional Nº 103 trouxe mudanças.

REGRA DA APOSENTADORIA 30/35 ANOS DE CONTRIBUIÇÃO – A REGRA ORIGINAL, ANTES DA REFORMA

Para ter direito a este benefício é necessário ter pelo menos 35 anos de tempo de contribuição (homem) ou 30 anos (mulher), não havia necessidade de idade mínima para o benefício.

Porém o fator previdenciário que podia diminuir o valor da aposentadoria para quem se aposentava muito cedo a ponto de quem se aposentava com 50 anos podia ter um decréscimo de quase 50% no valor da aposentadoria.

Essa aposentadoria normalmente valia a pena para quem sempre contribuiu com o salário mínimo, começou a trabalhar cedo e hoje não contribuiu para o INSS e está sem perspectiva de voltar a contribuir e/ou tem quase nenhuma contribuição após julho de 1994.

Hoje, tem direito a se aposentar por tempo de contribuição 30/35 só quem reuniu esse tempo de contribuição antes da Reforma.

DEPOIS DA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 103

A regra da Aposentadoria 30/35 anos de Contribuição foi extinta, restando somente a contribuição por tempo de contribuição por pontos progressiva. Porém há três regras de transição para a Aposentadoria por Tempo de Contribuição.

  1. Regra de Transição

Direcionada para quem já contribuiu para o INSS antes da Reforma, mas que ainda faltam 2 anos para se aposentar.

REQUISITOS PARA HOMENS: 35 anos de contribuição e 61 anos de idade + 6 meses por ano, a partir de 2020, até atingir 65 anos de idade, lá em 2027.

REQUISITOS PARA MULHERES: 30 anos de contribuição e 56 anos de idade + 6 meses por ano, a partir de 2020, até atingir 62 anos de idade, lá em 2031.

O cálculo do valor da aposentadoria é a mesma da Aposentadoria por Idade depois da Reforma Previdenciária. Será feita a média de todos os seus salários multiplicados por 60% + 2% para cada ano de contribuição acima de 20 anos de contribuição, para os homens, e acima de 15 anos de contribuição, para as mulheres, até o limite de 100%.

  • Regra de Transição

A segunda regra de transição é destinada para quem já contribuía para a previdência antes da Reforma, mas que agora faltam menos de 2 anos para se aposentar.

Será necessário pagar uma espécie de “pedágio” de 50% em relação ao tempo que falta para a aposentadoria.

REQUISITOS PARA HOMENS: mínimo 33 anos de contribuição até a data do início da vigência da Reforma; cumprir o período adicional correspondente a 50% do tempo que, na data de entrada em vigor da Reforma, faltaria para atingir 35 anos de contribuição.

REQUISITOS PARA MULHERES: mínimo 28 anos de contribuição até a data do início da vigência da Reforma; cumprir o período adicional correspondente a 50% do tempo que, na data de entrada em vigor da Reforma, faltaria para atingir 30 anos de contribuição.

EXEMPLO: faltavam 2 anos para o segurado se aposentar em 13 de novembro de 2019, até que veio a Reforma. Assim, ele pode cumprir esses 2 anos + 50% desse tempo, sendo assim 50% de 2 anos equivale a 1 ano. Isto é, no total, ele deverá contribuir mais 3 anos para ter seu direito a aposentadoria nessa modalidade de transição.

IMPORTANTE:  cálculo da aposentadoria é a média de todos os seus salários desde julho de 1994, ou de quando o segurado começou a contribuir, multiplicado pelo fator previdenciário.

  • Regra de Transição

A terceira regra é opcional para os trabalhadores. O segurado pode escolher o que for melhor. Nessa modalidade, há um pedágio de 100% do tempo que faltaria para o ele se aposentar.

REQUISITOS PARA HOMENS: 60 anos de idade; 35 anos de tempo de contribuição; cumprir o período adicional correspondente ao tempo que, na data de entrada em vigor da Reforma, faltaria para atingir o tempo mínimo de contribuição (35 anos).

REQUISITOS PARA MULHERES: 57 anos de idade; 30 anos de tempo de contribuição; cumprir o período adicional correspondente ao tempo que, na data de entrada em vigor da Reforma, faltaria para atingir o tempo mínimo de contribuição (30 anos).

EXEMPLO: Faltam 4 anos para o segurado se aposentar até que veio a Reforma. Caso o ele escolha essa regra de transição, deverá pagar um pedágio de 100% do tempo restante para a aposentadoria, ou seja, o dobro. O segurando deve contribuir mais 4 anos, totalizando 8 anos de contribuição para ter direito a sua aposentadoria 100%.

É a melhor de todas: o benefício será 100% de todos os seus salários a partir de julho de 1994, ou desde quando o segurado começou a contribuir, não havendo qualquer forma de redução.

IMPORTANTE: Essas regras valem para quem já contribuía para o INSS antes da Reforma mas que faltava pouco tempo para conseguir se aposentar quando ela entrou em vigor.

Publicado em:Últimas Notícias