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Revisão da vida toda: Conheça os cuidados antes de pedir

Você sabia que o aposentado que tiver períodos no Cnis sem salário de contribuição pode ter o cálculo afetado. Isso é um fato! Enquanto o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) para definir a constitucionalidade da revisão da vida toda não acontece, aposentados podem entrar com ação nos tribunais do país para não perder o prazo e garantir atrasados.

RECEBER ACUMULADO

Se o STF for favorável aos aposentados, quem entrou com ação antes da decisão irá receber o valor calculado com juros e correção do período mais até cinco anos anteriores ao pedido.

O pedido desta revisão só deve ser feito nos primeiros dez anos da aposentadoria, contados a partir do primeiro pagamento do benefício, e precisa estar bem fundamentado para valer a pena. A análise deve começar pelo extrato previdenciário, o Cnis.

ESPECIALISTA EM PREVIDÊNCIA

Antes de tudo contrate o serviço de assessoria previdenciária, um especialista! Esse profissional irá analisar seu caso como um único, verificará todos os detalhes, com os cálculos certos e com objetivo de buscar o melhor benefício para o segurado.

É preciso conferir se todos os períodos estão com salário de contribuição. Em caso de inconsistências no Cnis, a contribuição do segurado será considerada como tendo sido realizada sobre o valor de um salário mínimo, o que reduz o ganho no final da ação.

Se tiver períodos sem o valor informado, o aposentado deve pedir, na ação, que o cálculo considere a documentação original (carteira profissional, contratos e holerites), em vez do que consta no Cnis. Jamais entrar com a revisão da vida toda sem os cálculos.

REVISÃO

A revisão da vida toda pede o recálculo da aposentadoria com a inclusão de 80% das maiores contribuições realizadas pelo beneficiário em moedas anteriores ao real, em vigor desde julho de 1994

DEVE SER PEDIDA NA JUSTIÇA

O STF orientou a suspensão da revisão até que sua constitucionalidade seja analisada – o que ainda não tem data. Porém, como o direito dos aposentados já tinha sido aceito pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), juízes de primeira e segunda instâncias seguem analisando os pedidos e, em alguns casos, implantando o novo benefício temporariamente

De olho no prazo

A revisão da vida toda só pode ser pedida dentro dos 10 primeiros anos da aposentadoria O prazo começa a contar no dia do primeiro pagamento do benefício, não da concessão. Portanto, quem se aposentou após a reforma da Previdência, em vigor desde 13 de novembro de 2019, não pode solicitar esta revisão porque o cálculo mudou.

Publicado em:Últimas Notícias